Aah! Amália, uma mulher divina com lábios carnudos, cabelos longos e negros, olhos levemente esverdeados, coxas grossas e panturrilhas definidas, Aah! Amália.
Amélia sim era mulher de verdade, mas Amália era uma genericamente de verdade, uma mulher de verdade que trabalhava em casa, cuidava de seus dois filhos, e de um marido nada amoroso. Assim como tantas outras Amálias e Amélias existentes, mas Amália descobriu que tinha algo a mais que as outras tantas, sorte.
Imagine agora uma mulher linda e sortuda, com um infortúnio amoroso, pobre Amália.
Certa vez Amália ganhou na loteria, não havia sido muito, mas ajudaria nas despesas de casa, e como ajudaria, pois ela fazia trabalhos para fora, e seu marido era desempregado. Estava ela sentada em sua simples casa lendo o jornal e conferindo os números sorteados:
Lia mentalmente e conferia oralmente:
- 7?
-7.
-10?
-10.
- 21?
- 21.
-35?
-35, não acredito fui sorteada!!!
Então Amália saiu em disparate para pegar seu simples e suado prêmio, saiu correndo, pôs seu filho embaixo do braço, e pediu para a vizinha ranzinza cuidá-lo.
- A senhora poderia cuidar do Bernardo pra mim? Não tem ninguém em casa.
- Onde está o seu marido?
- Não sei, e nem tenho tempo para procurar aquele traste, a lotérica fecha às 18 horas e agora são, conferindo ao relógio, meu Deus são dez para seis, obrigado Dona Carlinha, volto rápido.
Pegou sua bicicleta e saiu feito relâmpago pelas vielas do seu bairro, ao chegar na lotérica o pior havia acontecido...
O que será que houve? O que se sucedeu neste breve momento? Confira na próxima edição de Casos e acasos.