quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Casos e acasos - Primeiro capítulo.

Aah! Amália, uma mulher divina com lábios carnudos, cabelos longos e negros, olhos levemente esverdeados, coxas grossas e panturrilhas definidas, Aah! Amália.

Amélia sim era mulher de verdade, mas Amália era uma genericamente de verdade, uma mulher de verdade que trabalhava em casa, cuidava de seus dois filhos, e de um marido nada amoroso. Assim como tantas outras Amálias e Amélias existentes, mas Amália descobriu que tinha algo a mais que as outras tantas, sorte.

Imagine agora uma mulher linda e sortuda, com um infortúnio amoroso, pobre Amália.

Certa vez Amália ganhou na loteria, não havia sido muito, mas ajudaria nas despesas de casa, e como ajudaria, pois ela fazia trabalhos para fora, e seu marido era desempregado. Estava ela sentada em sua simples casa lendo o jornal e conferindo os números sorteados:

Lia mentalmente e conferia oralmente:

- 7?

-7.

-10?

-10.

- 21?

- 21.

-35?

-35, não acredito fui sorteada!!!

Então Amália saiu em disparate para pegar seu simples e suado prêmio, saiu correndo, pôs seu filho embaixo do braço, e pediu para a vizinha ranzinza cuidá-lo.

- A senhora poderia cuidar do Bernardo pra mim? Não tem ninguém em casa.

- Onde está o seu marido?

- Não sei, e nem tenho tempo para procurar aquele traste, a lotérica fecha às 18 horas e agora são, conferindo ao relógio, meu Deus são dez para seis, obrigado Dona Carlinha, volto rápido.

Pegou sua bicicleta e saiu feito relâmpago pelas vielas do seu bairro, ao chegar na lotérica o pior havia acontecido...

O que será que houve? O que se sucedeu neste breve momento? Confira na próxima edição de Casos e acasos.