Não, isso não poderia estar acontecendo não com ela.
Quando chegou ao templo mor das consagrações jogatinais, havia lá pendurada na porta de metal reluzente uma folha de caderno em letras garrafais:
"Interditado por tempo indeterminado."
As palavras pareciam rimas demoníacas para aqueles olhos esverdeados que começavam a verter água.
- Minha única chance, a única chance, por que? Por que meu Deus? Logo hoje, logo agora, logo comigo.
Sentou-se magistralmente ao meio-fio, com seu vestido curtíssimo cor de sol e ficou lamentando-se, pois a oportunidade de sua vida mudar estava interditada, quem em sã consciência interdita a vida de alguém, isso é abominável, por Deus.
Amália então decidiu levantar-se, montar em sua bicicleta e retornar as vielas sinuosas.
- Olá Dona Carlinha, voltei para buscar o Bernardo.
- Nossa por que demorou tan..., que foi Amália? O que fizeram contigo?
- Nada Dona Carlinha, nada, só interditaram minha vida.
- Como assim, interditaram?
- Eu explico em outro momento, agora só quero descansar.
Descansar era o que Amália mais teria que fazer, ao chegar la estava seu ébrio marido jogado como uma saca de batatas podres no sofá.
Amália o deixou lá junto as suas garrafas de cachaça, e foi dormir com seu filho.
Exatamente às 7:00 o despertador avisava que mais um dia iniciará para Amália. Pôs-se em pé preparou o café para o filho, levou-o a escola e voltou para os afazeres domésticos.
Quando estava estendendo suas roupas uma voz tenra penetrou em seu aparelho auricular, deixando Amália muito, mas muito surpresa.
O que terá dito esta voz? Seria ela alguém com más intenções? Teria ela desferido algo de baixo escalão? O terceiro vem aí!!!
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Um comentário:
Potz!
asuahsuashuas
a curiosidade me toma conta neste momento hehehehe
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